Mulheres no movimento software livre do Brasil

By Mônica Paz, Grupo de Pesquisa em Gênero, Tecnologias Digitais e Cultura

A área da TI é caracterizada pela baixa participação de mulheres em cursos técnicos e universitários e no mercado de trabalho. Essa ausência desestimula outras mulheres e faz que a área seja considerada masculina e masculinizante, silenciando a voz feminina. Esta situação é ainda mais grave na comunidade FOSS. Em resposta, muitas mulheres se organizam em grupos para melhorar as suas experiências e para incentivar outras mulheres a entrarem e permanecerem na área. Esta comunicação busca apresentar a brecha de gênero na comunidade software livre do Brasil e as formas pelas quais as mulheres estão “hackeando” esse movimento, analisando as iniciativas do grupo /MNT – Mulheres na Tecnologia. Acredita-se que a atuação do grupo em ambientes digitais e em eventos ligados ao software livre colabora e transforma esta comunidade, no sentido de torná-la mais sensível às questões de gênero.

Bio

Mônica Paz é doutora (2015) e mestre (2010) pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA, na linha de pesquisa sobre Cibercultura e Bacharel em Ciência da Computação também pela UFBA (2007). Participa do Grupo de Pesquisa em Gênero, Tecnologias Digitais e Cultura – GIG@/UFBA e é professora no Centro Universitário Estácio da Bahia. Já palestrou em diversos eventos FOSS, como o Fórum Internacional Software Livre, Encontro Nacional Mulheres na Tecnologia, Rails Girls Salvador e Flossie (Inglaterra), dentre outras participações.